ENTREVISTA - Conheça mais sobre o Rally Virtual com Vando Rigo e Ivan Custódio

Avaliação do Usuário

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Brasileiros são competitivos e exercem funções importantes no cenário mundial

Esta semana começaram as inscrições para o e-RSrally, o primeiro campeonato de rally virtual do Brasil. Os registros passando da casa dos 50 intrigam quem não é familiarizado com o E-sports.

No Rio Grande do Sul a plataforma utilizada será o bom e datado Richard Burns Rally, que nasceu como game e virou coisa séria com o aditivo de diversos "plugins", sendo considerado o que possui a melhor simulação da física real do rally. Além do mais importante, também possibilita uma série de mudanças, como o layout do carro, as notas e voz da navegação, até a adição de novas especiais (trechos cronometrados), entre outras customizações.

Para a parte de competição foi eleito o "plugin húngaro" (rallysimfans.hu) que faz a parte online funcionar. O site reúne os jogadores inscritos em determinado campeonato e faz a apuração dos resultados. Também é lá que os organizadores criam os campeonatos, com Calendário, Programação, Regulamento Particular e Lista de Inscritos, como todos estão acostumados.

Tem muito brasileiro que conhece a plataforma há alguns anos e já figuram entre os tops no site húngaro, onde competem com pilotos de todo o mundo. Ivan Custódio, de Santa Catarina, pode ser considerado um dos melhores pilotos virtuais do Brasil, vice-campeão mundial WROC (World Rally Online Championship) em título e bicampeão do WROC Classic em 2017 e 2018. O gaúcho Vando Rigo, além da boa performance na pilotagem, é nada menos que organizador de provas e campeonatos, também no site húngaro. É ele que faz a seleção das especiais da plataforma, chegando o mais próximo possível da etapa real, respeitando a geografia, as condições climáticas e quilometragem.

Começamos a conversa com Vando:

Quando e como se envolveu com rally?

Herdei o gosto pelos carros e pelo automobilismo de meu pai, desde criança assistíamos juntos à Formula 1 na TV e íamos a provas de arrancadas que aconteciam em Erechim.

O rally em si eu conheci aos 9 anos de idade quando ocorreu o 1º rally de Erechim. A largada de uma especial foi em frente a um clube o qual éramos sócios, ouvi o ronco dos motores e fui até lá para ver o que estava acontecendo. Quando vi e entendi o que era aquilo foi amor à primeira vista: Eu já gostava de automobilismo, porém a ideia de uma corrida com carros similares aos de rua em estradas públicas foi algo que me fascinou.
Desde então o rally se tornou uma paixão para mim e nunca deixei de acompanhar o esporte e ir assistir as provas quando possível.

entrevista 4 vando

Quando conheceu o RBR e como conheceu a comunidade por trás do plugin húngaro?

O RBR eu conheci há uns 6 anos por meio de dois amigos meus, o Bruno Krüger e o Jean Mascherin. Eles que me apresentaram o RBR, os plugins e tudo o que esse simulador pode oferecer.

Quais as atividades que você está desenvolvendo no rallysimfans?

Atualmente eu organizo alguns campeonatos, o principal deles é o WROC, que é uma versão virtual do campeonato mundial de rally, já organizo esse campeonato há 4 anos. Este ano também estarei colaborando como diretor de roteiro do e-RSrally.

Existe a possibilidade de uma versão brasileira do plugin? O que seria necessário?

Possibilidade há, o RBR permite desenvolvimento de pistas, carros e plugins independentes, embora isso demande muito conhecimento e tempo de desenvolvimento. Particularmente eu não sou favorável a criação de um plugin brasileiro, o RBR é um simulador que não tem tantos usuários como outros de automobilismo de pista, portanto eu sou mais favorável a ideia da unificação dos usuários nos plugins já existentes do que da criação de novos plugins e consequente maior divisão dos usuários. Acredito que, com a chegada de mais usuários brasileiros que disponham de tempo e conhecimento técnico para desenvolvimento, seja mais interessante concentrar esforço em desenvolver pistas e carros nacionais para competir nos plugins já existentes do que criar um plugin novo.

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Como você avalia o grande interesse de brasileiros na versão virtual do rally? Poderia se tornar uma porta de entrada ou treino para as competições tradicionais?

A recente disparada do número de brasileiros no rally virtual é surpreendente, isso mostra o potencial que o rally tem em nosso país. Acredito que aliar competições reais com virtuais, assim como está acontecendo com o campeonato gaúcho, tem um potencial enorme de promover tanto o esporte virtual como o real e atrair cada vez mais a atenção de competidores e público em geral, é uma reação em cadeia onde os dois tendem a se beneficiar.

Entrevista com Ivan Custódio, piloto virtual de rally:

Quando começou a competir online com RBR?

Comecei a competir online há três anos atrás, quando amigos de grupos de whatsapp me convidaram a instalar as atualizações que existem para o jogo e competir online com eles, foi quando comecei a descobrir o incrível potencial de simulação do RBR.

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Quais os pontos fracos e fortes da plataforma?

O ponto fraco se resume à capacidade gráfica limitada do jogo, por se tratar de um simulador desenvolvido no ano de 2004, o que afasta um pouco jogadores mais novos que estão acostumados com jogos que apresentam gráficos melhores. Porém isso nem de longe supera o ponto forte do jogo, que é a incrível capacidade de simulação da física real de um carro de rally, principalmente com a atualização NGP (Next Generation Physics) desenvolvida recentemente. O exemplo disso é o sucesso do jogo nos dias de hoje, mesmo perante aos jogos mais atuais, como a série oficial WRC e a série DIRT.

Qual a sua configuração de hardware e qual seria a ideal?

O RBR é um jogo extremamente leve, sendo possível a instalação em praticamente qualquer tipo de computador. O meu por exemplo, um computador de escritório simples, roda tranquilamente o jogo e suas atualizações. Um PC com 4GB de Ram, processador i3 e uma placa de vídeo simples já garante uma ótima jogabilidade.

Quais os requisitos e qual seria o investimento anual para uma marca patrocinar um piloto virtual de ponta?

Tudo depende do objetivo do investidor. Se a ideia é fazer transmissões ao vivo, que hoje em dia se tornou uma excelente forma de divulgar marcas, isso requer de ambas as partes um investimento em equipamentos melhores para transmissão ao vivo, para fazer uma divulgação bacana, por exemplo. Mas perto do investimento necessário em "esportes reais", o virtual é sem dúvida muito mais atrativo para quem deseja investir em sua marca.

Se tivesse a oportunidade, qual carro e prova do Brasil gostaria de disputar?

Todo piloto virtual é um apaixonado por velocidade, ainda mais nós que somos viciados em rally! Sem dúvida sempre foi um sonho um dia acelerar uma dessas máquinas reais, como um Mitsubishi Lancer Evo em uma etapa de um rally de verdade, mas se eu tivesse a oportunidade, qualquer carro de rally seria bem vindo em qualquer lugar!

Fotos: Redes Sociais e Divulgação

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